A origem do CADEG15 de novembro de 1902. Assume a Presidência da República o Dr. Rodrigues Alves e nomeia para o cargo de Prefeito da cidade do Rio de Janeiro, então capital do Brasil, o extraordinário Engenheiro Francisco Pereira Passos que já havia prestado relevantes serviços ao Brasil, pois foi o construtor da primeira estrada de ferro, a Dom Pedro II, a atual Central do Brasil, foi também o criador e construtor da primeira estrada cremalheira do Brasil, a de Petrópolis, e da primeira estrada de ferro, a que vai das Paineiras ao Corcovado, para servir de turismo.
Na cidade do Rio de Janeiro, Pereira Passos realizou importantes reformas, dando-lhes praticamente o aspecto moderno que tem na atualidade. A tarefa apelidada de “bota-abaixo” pelos cariocas, consistia em demolir pardieiros e cortiços infectos e abrir novas avenidas como a Avenida Central, hoje Rio Branco e a Avenida Beira Mar, ao longo da faixa litorânea e que continua pela Avenida da Ligação, atual Oswaldo Cruz, e pela praia de Botafogo, facilitando assim o acesso a Copacabana. Mas a cidade crescia, a população aumentava e não havia um centro de distribuição de produtos agrícolas digno da capital de um país moderno. Então a prefeitura, através de licitação pública, firmou um contrato de 50 anos com a Companhia do Mercado Municipal, que construiu no largo de Moura, junto à Praça Marechal Âncora, à Praça 15 de Novembro e às barcas, que fazem hoje a travessia Rio-Niterói, um Mercado Municipal inaugurado em 14 de novembro de 1907. Com o passar dos anos surgiram atritos entre a Companhia do Mercado e os comerciantes que, liderados pelos Srs. José Eiras, José Ramos Soares e Carlos Vieira da Silva, resolveram fundar uma associação que representasse e defendesse os legítimos direitos dos comerciantes junto à Companhia e às autoridades. A Associação foi fundada em maio de 1932. Os anos se passaram e nas reuniões de diretoria da Associação dos Mercados Municipais sempre se abordava o término do contrato da Prefeitura com a Companhia do Mercado. Em junho de 1955, a diretoria da Associação resolveu enviar um ofício à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Distrito Federal, indagando o que pretendia a prefeitura fazer ao término do contrato, não obtendo resposta. Quando se perguntou à Companhia, esta informou que o contrato não seria renovado e que no dia 14 de dezembro de 1957 entregaria o Mercado à Prefeitura. Depois de muitos pedidos, em meados de 1956, houve uma entrevista com o Dr. Lopo Coelho, o Secretario da Agricultura e Abastecimento, que informou que na Secretaria de Urbanismo havia um projeto de reurbanização da área ocupada pelo Mercado, na qual seria construído um elevado, que na planta era denominado Avenida Perimetral e que a Prefeitura não tinha verba para construir um outro mercado. Essa informação caiu como uma bomba entre os comerciantes e criou-se um clima de intranqüilidade e inconformismo, pois envolvia direta e indiretamente o destino de dez mil famílias, que dependiam da existência do Mercado. As trezentas e vinte firmas, com seu fundo de comércio e seus investimentos na agricultura, iriam ficar sem o Centro de Distribuição de seus produtos. Todos concordavam que era uma irresponsabilidade e uma omissão das Autoridades no abastecimento de produtos hortifrutigranjeiros da cidade do Rio de Janeiro. O Presidente da Associação, Dr. Antônio Jorge Martins, resolveu convocar uma assembléia extraordinária para debater o problema e tomar as medidas compatíveis com a situação. Nessa assembléia foi aprovada por unanimidade a proposta do Sr. José Antônio Cristóvão, segundo a qual os comerciantes deveriam construir seu próprio Centro de Abastecimento ficando assim livres de contratos e aluguéis. Foi aprovada uma comissão para procurar um terreno adequado à construção de um novo Mercado. Leia a continuação da matéria... |
Destaque |
|
|
|
||





